sábado, 14 de novembro de 2015

A prática pedagógica no cotidiano de uma escola da favela


Meu livro.
A prática pedagógica do cotidiano de uma escola da favela.
Minha pesquisa de Mestrado transformada em livro.
Lançamento dia 11 de dezembro de 2015, às 19:30, na Livraria Saraiva do Shopping Rio Mar.

Sinopse
A prática pedagógica no cotidiano de uma escola da favela traz uma quebra de paradigma em relação a “reprodução” desta prática que ultrapassa os muros da escola.
Viver na favela é curioso e ao mesmo tempo heróico, porque as pessoas sobrevivem, se organizam e estabelecem as regras e as leis daquele lugar.
Neste contexto, se instala a escola que traz consigo o professor e sua prática, o aluno e a aprendizagem, como também, os dilemas que emergem de um universo tão rico de investigação. A educação escolar que ao longo de seu percurso, sobrecarregou-se de missões, hoje discute seus valores, sua função e suas prioridades.

De que maneira o professor que atua em comunidade de risco desenvolve seu fazer pedagógico, frente a uma realidade social deficitária  de várias ordens? Partir deste questionamento significa percorrer três eixos que nortearão esta leitura: a escola, a favela e a prática pedagógica. Buscar nesta analogia o pensar da escola e sua inserção na favela é também analisar essa prática pedagógica na qual o professor vivencia neste cotidiano escolar, se direcionada para uma visão de comunidade ou se voltada para uma sociedade.

domingo, 15 de dezembro de 2013

O grande dilema: PRESIDENTE OU PRESIDENTA?


O Português tem se  tornado  cada vez mais complexo, ou mesmo, eu diria mais desqualificado, jamais um dicionário Inglês, Alemão,  iria colocar palavras em português nele..... MASSSS.........

O dicionário  da língua portuguesa adotou palavras para as suas páginas...

Antes era: “O que é de” -  depois, “cadê” e agora: Quede.

Antes era “apagar” – agora abrasileiraram.... para  DELETAR, e transformou-se   em VERBOOOOOO..... na gramática!!!!!!!!!

Antes seriaaaaa....: loja de animais.... agora é: pet shop !!!! aonde isso é palavra portuguesa???!!!!!

E outras como: test drive,  ecobag..... Como explicar a uma criança que inicia as primeiras sílabas que a palavra TESTE não tem mais o “E”  no final???? E que não é uma palavra portuguesa, MAS  QUE  ESTÁ   NO DICIONARIO   DA    LINGUA   PORTUGUESA!!!!!!!!

Poupem-me!!!!!!! É CORRETO SIM: PRESIDENTA, PRESIDENTO, PRESILADRÃO, PREFEIPUTA, deveMMMM  entrar para   o    DICIONÁRIO   DESSA    LÍNGUA    PORTUGUESA   TAMBÉM!!!!!!

domingo, 8 de dezembro de 2013


Uma Viagem ao Fundo do Poço...

 

Segundo Descartes, “conhecer é separar”, mas hoje  em dia está cada vez mais difícil separar, conciliar, escutar, explicar, escolher etc. Porque não há conhecimento. Edgar Morin em sua “Teoria da Complexidade” explica bem detalhadamente o grande problema das causas e efeitos e efeitos que geram outras causas que por consequência desencadeiam em efeitos irrecuperáveis... Nessa “Teia da Vida” que Fritjof Capra definiu, a humanidade não percebe  que existe uma interligação entre  uma ação realizada no Alasca que venha a repercutir  em um município como Manari em Pernambuco... Assim, reporto-me a uma leitura antiacadêmica, mas, que retrata sociologicamente o porquê destas buscas insanas da humanidade atualmente.

“Lista da Normalidade *

1-     É normal qualquer coisa que nos faça esquecer quem somos e o que desejamos, de modo que possamos trabalhar para produzir, reproduzir e ganhar dinheiro.

2- Ter regras para uma guerra.

3- Gastar anos fazendo uma universidade, para depois não conseguir trabalho.

4-Trabalhar de nove de manhã as cinco da tarde em algo que não dá o menos prazer, desde que em trinta anos a pessoa consiga aposentar-se.

5- Aposentar-se, descobrir que já não tem mais energia para desfrutar a vida, e morrer em poucos anos, de tédio.

6- Usar botox.

7- Entender que o poder é muito mais importante que o dinheiro, e o dinheiro é muito mais importante que a felicidade.

8- Ridicularizar quem busca a felicidade em vez do dinheiro, chamando-o de "pessoa sem ambição".

9- Comparar objetos como carros, casas, roupas, e definir a vida em função destas comparações, em vez de tentar realmente saber a verdadeira razão de estar vivo.

10- Não conversar com estranhos. Falar mal do vizinho.

11- Sempre achar que os pais estão certos.

12- Casar, ter filhos, continuar juntos mesmo que o amor tenha acabado, alegando que é para o bem da criança (que parece não estar assistindo as constantes brigas).

12a- Criticar todo mundo que tenta ser diferente.

14- Acordar com um despertador histérico ao lado da cama.

15- Acreditar em absolutamente tudo que está impresso.

16- Usar um pedaço de pano colorido amarrado no pescoço, sem qualquer função aparente, mas que atende ao pomposo nome de "gravata".

17- Nunca ser direto nas perguntas, mesmo que a outra pessoa entenda o que está querendo saber.

18- Manter um sorriso nos lábios quando se está morrendo de vontade de chorar. E ter piedade de todos os que demonstram seus próprios sentimentos.

19- Achar que arte vale uma fortuna, ou não vale absolutamente nada.

20- Sempre desprezar aquilo que não foi difícil de conseguir, porque não houve o "sacrifício necessário" e,  portanto, não deve ter as qualidades requeridas.

21- Seguir a moda, mesmo que tudo pareça ridículo e desconfortável.

22- Estar convencido de que toda pessoa famosa tem toneladas de dinheiro acumulado.

23- Investir muito na beleza exterior, e se preocupar pouco com a beleza interior.

24- Usar todos os meios possíveis para mostrar que, embora seja uma pessoa normal, está infinitamente acima dos outros seres humanos.

25-Em um meio de transporte público, jamais olhar diretamente nos olhos de uma pessoa, caso contrário isso pode ser interpretado como um sinal de sedução.

26- Quando entrar no elevador, manter o corpo voltado para a porta de saída, e fingir que é a única pessoa lá dentro, por mais lotado que esteja.

27- Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história.

28- No hemisfério norte, usar sempre a roupa combinando com a estação do ano; braços de fora na primavera (por mais frio que esteja) e casaco de lã no outono (por mais quente que esteja).

29- No hemisfério sul, encher a árvore de natal de algodão, mesmo que o inverno nada tenha a ver com o nascimento de Cristo.

30- À medida que for ficando mais velho, achar-se dono de toda a sabedoria do mundo, embora nem sempre tenha vivido o suficiente para saber o que está errado.

31- Ir a um chá de caridade e achar que com isso já colaborou o suficiente para acabar com as desigualdades sociais do mundo.

32- Comer três vezes ao dia, mesmo sem fome.

33- Acreditar que os outros sempre são melhores em tudo: são mais bonitos, mais capazes, mais ricos, mais inteligentes. É muito arriscado aventurar-se além dos próprios limites, melhor não fazer nada.

34- Usar o carro como uma arma e uma armadura invisível.

35- Dizer impropérios no trânsito.

36- Achar que tudo que seu filho faz de errado é culpa das companhias que ele escolheu.

37- Casar-se com a primeira pessoa que lhe oferecer uma posição social. O amor pode esperar.

38- Dizer sempre "eu tentei", mesmo que não tenha tentado absolutamente nada.

39- Deixar para viver as coisas mais interessantes da vida quando já não tiver mais forças para tal.

40- Evitar a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV.

41- Acreditar que é possível estar seguro de tudo o que conquistou.

42- Achar que mulheres não gostam de futebol, e que homens não gostam de decoração e cozinha.

43- Culpar o governo por tudo de ruim que acontece.

44- Estar convencido de que ser uma pessoa boa , decente, respeitosa significa que os outros vão pensar que é fraca, vulnerável, e facilmente manipulável.

45- Estar igualmente convencido de que a agressividade e a descortesia no trato com os outros são sinônimos de uma personalidade poderosa.

46- Ter medo de fibroscopia (homens) e parto (mulheres).”

*Paulo Coelho – O vencedor está só.

Vamos repensar o que imaginamos ser VALORES para  um 2014 na "normalidade".
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

PANINHOS DE PRATO


Minha mãe trabalhava fora quando era solteira, coisa muito rara naquele tempo. Ela foi uma das primeiras mulheres a trabalhar em máquinas, computadores, cartões de holerite. Mas, quando eu nasci, ela desistiu de tudo para cuidar de mim, e assim, transformou-se numa “dona de casa”. Tantos planos... Tantas viagens não realizadas... O tempo passou.

Aos meus 20 anos, tornei-me professora de Matemática Fundamental II ao Médio num colégio particular, uma vida completamente movimentada. Casei, mudei para o interior, não havia emprego e tive de trabalhar numa escola de series iniciais, longe da família e perto demais da família de meu marido... Tempos difíceis de lidar... Foi então que, num fim de ano, na escola, fizemos a lista de presentes do que gostaríamos de ganhar do amigo secreto. Imediatamente pensei numa coisa que representasse a minha casa, a minha família, a minha alegria de viver novamente. Se o casamento fosse perfeito, não sentiria esse desejo... E foi então que, paninhos de prato seriam a representação ideal para me sentir próxima de casa e de minha família... Aqueles momentos bons que não existiam mais... por razões que não são mais necessárias lembrar. Mas, receber paninhos de prato naquele fim de ano seria uma forma de Deus me falar através de seus sinais que um dia iria voltar a partilhar das festas de fim de ano de minha família como sempre foi, como na época de solteira. E então, minha amiga secreta me deu outro presente... Achou que paninhos de prato não seriam um bom presente de Natal.... Naquele momento senti o sinal de Deus dizendo que ainda estava distante meu sonho de retornar aquela vida alegre em família que haviam me distanciado... E então, num outro Natal, oito anos de tentativas, eu insisti na minha sugestão de paninhos de prato. E novamente recebi outra coisa, mas, a pessoa surpreendentemente havia confeccionado uma cesta de palha linda, cheia de paninhos de pratos... E foi então que senti naquele momento o sinal que tanto esperava... Realmente, tudo naquele ano começou a mudar, e eu pude perceber que era capaz de mudar mais ainda. Foi então que cinco anos depois, aconteceu o divórcio, e pude renascer em todos os aspectos. Esse é o significado de paninhos de prato em minha vida, um Renascimento!!! Uma Glória!!! Um sinal de Deus...

terça-feira, 11 de junho de 2013

DASABAFO (depois de dois expedientes de trabalho... na escola...)

Hoje, independentemente de qualquer que seja a linha que siga, é inadmissível que um professor com, ou menos de 50 anos, não tenha um email ou não saiba digitar no programa Microsoft Word. Sou professora, e em 1984, não tinha nem imaginava ter um computador com o salário que recebia. MAS, procurei conhecer, ir ao encontro daqueles que tinham, me inscrevi até em um curso para consertar computadores. Gente, conheci o TK 80... (rrsrsrsr). Porque com a falta de recursos e imaginando que não poderia possuir um objeto tão caro, ao menos com o curso, de técnica em consertos de computadores, eu estaria em contato direto com esta maravilha. E assim comecei a conhecer esse milagre da tecnologia. Meu primeiro celular foi em 2005... E é por isso que não concordo com pessoas que estão obsoletas para a vida que está em toda essa rede de amigos, negócios e educação que temos ao nosso alcance. Salário não é desculpa. Trabalho numa comunidade pobre e freqüento favelas, faz parte da minha pesquisa, e vejo muitos cybers repletos de pessoas que escrevem, possuem emails, blogs, facebook e convivem com essa tecnologia interativa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um 2013 com o nosso Anjo da Guarda:

"Sanctus, Sanctus, Sanctus Dóminus Deus Sábaoth. Pleni sunt caeli et terra glória tua. Hosánna in excélsis. Benedíctus qui venit in nómine Dómini. Hosánna in excélsis."

Amen

Beijos e 365 dias de  realizações

terça-feira, 5 de junho de 2012

Cuidado com o que Ouvem
fonte www.kanitz.com.br
"Vigilância epistêmica" é a preocupação que todos nós devíamos ter com relação a tudo o que lemos, ouvimos e aprendemos de outros seres humanos, para não sermos enganados. Significa não acreditar em tudo o que é escrito e é dito por aí, inclusive em salas de aula. Achar que tudo o que ouvimos é verdadeiro, que nunca há uma segunda intenção do interlocutor, é viver ingenuamente, com sérias conseqüências para nossa vida profissional. Existe um livro famoso de Darrell Huff chamado Como Mentir com Estatísticas, que infelizmente é vendido todo dia, só que as editoras não divulgam para quem. Cabe a cada leitor tentar descobrir. 
Vigilância epistêmica é uma expressão mais elegante do que aquela palavra que todos nós já conhecíamos por "desconfiômetro", que nossos pais nos ensinaram e infelizmente a maioria de nós esqueceu. Estudos mostram que crianças de até 3 anos são de fato ingênuas, acreditam em tudo o que vêem, mas a partir dos 4 anos percebem que não devem crer. Por isso, crianças nessa idade adoram mágicas, ilusões óticas, truques. Assim, elas aprenderão a ter vigilância epistêmica no futuro. 
Lamentavelmente, muitos acabam se esquecendo disso na fase adulta e vivem confusos e enganados, porque não sabem mais o que é verdade ou mentira. 
Nossa imprensa infelizmente não ajuda nesse sentido; ela também não sabe mais separar o joio do trigo. Hoje, o Google indexa tudo o que encontra pela frente na internet, mesmo que se trate de uma grande bobagem ou de uma grande mentira. Qualquer "opinião" é divulgada aos quatro cantos do mundo. O Google não coloca nos primeiros lugares os sites da Universidade de Oxford, Cambridge, Harvard ou da USP, supostamente instituições preocupadas com a verdade. In veritas é o lema de Harvard. O Google não usa sequer como critério de seleção a "qualificação" de quem escreve o texto no seu algoritmo de classificação. Ph.Ds., especialistas, o Prêmio Nobel que estudou a fundo o verbete pesquisado aparecem muitas vezes somente na oitava página classificada pelo Google. Avaliem o efeito disso sobre a nossa cultura e a nossa sociedade a longo prazo. 
Todos nós precisamos estar atentos a dois aspectos com relação a tudo o que ouvimos e lemos:

• Se quem nos fala ou escreve conhece a fundo o assunto, é um especialista comprovado, pesquisou ele próprio o tema, sabe do que está falando ou é no fundo um idiota que ouviu falar e simplesmente está repassando o que leu e ouviu, sem acrescentar absolutamente nada. 
• Se o autor está deliberadamente mentindo. 
Aumentar a nossa vigilância epistêmica é uma necessidade cada vez mais premente num tempo que todos os gurus chamam de "Era da Informação". 
Discordo profundamente desses gurus, estamos na realidade na "Era da Desinformação", de tanto lixo e "ruído" sem significado científico que nos são transmitidos diariamente por blogs, chats, podcasts e internet, sem a menor vigilância epistêmica de quem os coloca no ar. É mais uma conseqüência dessa visão neoliberal de que todos têm liberdade de expressar uma opinião, como se opiniões não precisassem de rigor científico e epistemológico antes de ser emitidas. 
Infelizmente, nossas universidades não ensinam epistemologia, aquela parte da filosofia que nos propõe indagar o que é real, o que dá para ser mensurado ou não, e assim por diante.
Embora o ser humano nunca tenha tido tanto conhecimento como agora, estamos na "Era da Desinformação" porque perdemos nossa vigilância epistêmica. Ninguém nos ensina nem nos ajuda a separar o joio do trigo. 
Foi por isso que as "elites" intelectuais da França, Itália e Inglaterra no século XIV criaram as várias universidades com catedráticos escolhidos criteriosamente, justamente para servir de filtros e proteger suas culturas de crendices, religiões oportunistas e espertos pregando mentiras. 
Há 500 anos nós, professores titulares, livres-docentes e doutores, nos preocupamos com o método científico, a análise dos fatos usando critérios científicos, lógica, estatísticas de todos os tipos, antes de sair proclamando "verdades" ao grande público. Hoje, essa elite não é mais lida, prestigiada, escolhida, entrevistada nem ouvida em primeiro lugar. Pelo contrário, está lentamente desaparecendo, com sérias conseqüências.  
Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)
Revista Veja, Editora Abril, edição 2028, ano 40, nº 39, 3 de outubro de 2007, página 20